À Melhor Direção

Certa manhã acordei assustado, sentindo a dor de todas as vezes em que fracassei. E deitado passei a as mãos em meu rosto, acariciando os tapas, mal olhados, incompreensões… Toquei meu peito em sua ferida, cheio de dilemas, murros, sustos. Me toquei de que sou o único motivo de me sentir assim, incabível numa imensa lata de lixo! Precisei me reciclar ao longo dos dias e noites longas; me afastei de gente tóxica, de situações sofridas caladas. Chorei para me livrar da culpa e me pus no sol a queimar.

Hoje me sinto mais vazio, porém mais leve e sem o peso da pena, do medo e principalmente da coragem dissimulada. O que não muda para melhor torna-se incapaz de me transformar positivamente. Transformações são necessárias, então transmutei em mim todas as lembranças que alcançaram o meu coração agora regenerado.

O vento é um dos melhores investimentos do tempo: Me sinto limpo e entregue à melhor direção.

Com o muito do pouco que possuo, quero poder agregar ainda mais ao meu planeta e causas emergentes, cuidar melhor do chão terra que piso e me move, da vida água que me percorre, do alimento planta que purifica. Quero multiplicar minha força à força dos anjos, dos ancestrais e dos povos originários, minha verdadeira família atemporal. Concluí um projeto importante, agora vou sonhar outros.

Me preparo para o lançamento do meu terceiro livro, ‘Poesia Move’, que será lançado em Dezembro, celebrando uma fenda importantíssima que está prestes a acontecer em nosso planeta.

Com amor,
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Diego Rbor

Muito O Que Fazer

Não sei o que dizer, nem escrever. Mas sinto muito…. Leio muito…. E me confronto a todo instante.
Não quero acreditar nas mídias, nem no governo atual brasileiro, que desacredita das mídias. Eu quero acreditar no meu coração mais do que na razão, mas às vezes o meu coração não foi tão solidário como poderia ter sido, aí entra a razão e toma conta.

Tô aprendendo tanto com esse caro corona!

Não imaginava que ele cresceria aqui no Brasil desta maneira, e olha que sou um imaginador competente.

As reflexões amassam o meu coração como um papel que a gente desiste. As notícias da tv amassam o meu eu como quando a gente amassa um papel higiênico… Me sinto um merda quando vejo as notícias!

Eu me achava tão introspectivo, de repente me apavoro por saber que desconhecides estão morrendo. Choro litros. E quando vejo da janela pessoas indo trabalhar em meio ao surto, meu coração falta sair pela boca. Lugares importantes, públicos, como as escolas e bibliotecas fechadas, embaçam a minha visão.

No instagram vi pessoas se divertindo como se estivessem em férias; em meu prédio de cohab vejo as crianças brincando no pátio como sempre fizeram, e seus pais trancafiades em casa, berrando das janelas… Não sei no que acredito, e passa uma vontade de correr pra longe, mas a vontade passa quando percebo que o longe pode ser ainda mais perigoso. Pus muitas plantas da casa na beira da janela e lá reflito minutos, troco com vizinhes informações que me entristecem. Dona Ruth, vizinha de frente, me anima ao pedir a Deus que essa fase estranha passe, para que melhoremos.

O que me resta é voltar para dentro de mim, me acalmar, olhar a casa simples e o meu amor que estuda tranquilamente enquanto o nosso cãozinho dorme numa paz invejável. Neles eu encontro a paz que me segura e transforma aos poucos para ser melhor.

Penso no mundo quando penso em mim. Mas estou me conectando cada vez menos com as redes sociais e tv, embora saiba que é graças a elas que estamos cientes do surto…

Preta Gil é uma lição à parte, gosto de ver o que ela expõe e luta, ela dá força de graça através das palavras. Se algum dia a critiquei, tô engolindo tudo agora, admirando-a de longe.

E tô engolindo mais água, mais meditação, mais alimentos saudáveis, estudos que estavam enrolados e muito ar de aprendizado.

Não sei nem o que dizer, mas sinto muito e vou me cuidar, me resguardar, para cuidar de quem me ama, do presente de ser vivo.

 

P.s.1: Minha mãezinha chegou agora em casa depois de dois meses longe cuidando de sua irmã gêmea que teve um avc. Meu coração alivia pois agora terei uma grande tarefa: cuidar bem desta guerreira que me criou. Que seja Luz.

P.s.2: Editando, aos poucos, um segundo livro de poesias.

diego rbor.

Lua Naná

Dez horas da manhã e este é o meu primeiro trago
A memória trouxe lembrança da Naná
Do jeito q ela bolava o béc
da roda
E da Lua no Sol fotografando tudo que era lindo
e ainda é
e sempre será
Hoje elas são mães… Mães que eu adoraria ter
Mas sabe,
Sou um irmão, por hora distraído
Sentindo que acordou de um sonho no meio da festa. Continue lendo “Lua Naná”

Vitamina

“Resista ao impulso de se atormentar, saia e faça algo de bom para uma outra pessoa. Invista um pouco de tempo ajudando os outros com os seus problemas. Quando você sai do próprio caminho as soluções chegam a você quando você menos espera.”

(do livro O Poder da Cabala: http://www.kabbalahcentre.com.br/ )

 

vitaminas espirituais

Diego Rbor

pelo minhocão

Certa madrugada há alguns anos, ´passando pelo minhocão, atravessando o brega-runner de edifícios paredão…´ entre amigos, brisas, risos e o som dessa megalópole ruindo ao fundo dos nossos ouvidos, me deparei com a mensagem de um estêncil colado num dos postes de energia elétrica, na qual continha a seguinte frase: Passaria uma vida

E achei sensacional! Nunca mais ela saiu da minha cabeça. Desde então, vez ou outra me pego indagando-me: “Como algumas pessoas conseguem ficar juntas por tanto tempo?”- Vejo pelos meus avós maternos, que viveram felizes e para sempre durante os 57 anos juntos! São sortudos!!?

O centro e suas surpresas!

Aproveito para saudar grandes figuras que eu conheci naquele percurso, quando eu saia da barra funda e andava do minhocão até Roosevelt curtir a vida noturna com amigxs entre pichações e enquadros antes de voltar pra quebrada…

diego rbor