animal

certo corpo me prende o olhar dos pés à cabeça & boca bunda voz olhos de acanhar, aguça-me ganha & arreganha-me sagaz adivinhando bem capaz de me render prender suar molhar cueca óculos pêlos e pintas, vestido desejo nos despir, amor impetuoso ensejo atenção, como dizer não; qual cheiro terá o corpo desse ar doce tal qual pensa o meu imaginar e esse formato seu, tão meu, que também almeja me tocar, que o arrepio viva poço de sentidos em sedução sudorese sangue saliva olfato apurando tesão & pura compaixão, pelos poros através do límbico em cada gota de líquido que rola dos olhos nariz e na minha rosada rola a gozar em temperança dentro tuas entranhas de quatro me observando; lábios a morder ao lembrar você me foder lamber meu fogo arde chama incendeia e não te queima; duas espadas numa luta crucial animal e racional.

 

diego rbor ®©