Sonhar, meu querer…

Cada um é seu dom, uns descobrem, outros nem fazem questão
Eu quero poder trabalhar vivendo arte literária, com dignidade
Revelar a importante força da vida, através da minha poesia
Escrever sobre todas as coisas que possibilitam a gente sonhar
Focar na responsabilidade de semear amor à nossa natureza
A maior jornada de ser humano é ser feliz, com fé, se realizar

Cada uma das vidas existem pra cumprir uma missão única aqui
Eu quero viver em harmonia, liberdade, respeito com toda idade
Proclamar bondade como um ato de coragem, somar resistências
Falar sobre democracia, ciência, história, consciência, nossa luta
Confiar nos ancestrais, pois viraram energias para nos iluminar
A melhor jornada de ser humana é ser feliz, em pé se reafirmar

Não, não quero muito dinheiro nem bens nem carros nem relógios
Quero me alimentar, comer abacate pelas manhãs com meu bem
Quero encontrar amigas, amigos, em todo lugar sem temer tempo
Quero andar pelo campo, plantando saberes, multiplicando o ar
Quero ser um canal de Luz, para te olhar feliz e no fundo sentir…
A única jornada do ser bem sucedido é honestidade no outro sorrir

20200615_142114_2 (1)
Fotografado por Eri Sá

Mudança

Vim morar no litoral há pouco tempo, uns 2 meses. Eu, Nerinho e o Billy, cãopanheiro há 10 anos. Num apartamento de minha guerreira mãe, que estava vazio. Atualmente ela vive com suas irmãs na casa em que cresceram, onde por vontade própria decidiram morar juntas, sempre foram unidas, e hoje são todas viúvas.

Desde que cheguei por estas bandas litorâneas, comecei a focar melhor nas coisas que acredito. Apesar de ter deixado a periferia por tempo indeterminado, a periferia não sai de mim, permaneço ajudando algumas ONGs.
A kabbalah me ensina a ajudar o mundo, seja através das vibrações em meditações, seja nas ações de compartilhar, financeiramente, o quanto posso, e através das criações artísticas, pois engajam outros olhos à criar. Sei da minha missão no mundo e trabalho para este propósito.

Compartilhar é uma ação essência de almas acesas. Me sinto aceso, apesar da pandemia.

Estar aceso é ter certezas boas. Isso acontece quando aprendemos a dar atenção para os bons pensamentos, palavras e ações. É uma tarefa desafiadora!

Aqui, no litoral, de um lado vejo o mar; do outro montanhas bem altas e verdes. Tem dia que as nuvens cobrem do topo até a metade. Vista de um prédio ‘vazio’, com poucos vizinhos, o silêncio faz ressoar o som das ondas e ventanias que abraçam coqueiros; o bebedouro do beija-flor contém água aromatizada com o pó das flores, toda hora passarinhos vem nos visitar e bebem, bebem, saltitam entre a janela e o varal.

Fizemos amizade com uma vizinha, a Sônia, do bloco ao lado, maravilhosa! Sorriu pra nós da janela… Sorrisos são poderosos como arco-íris! Sempre tomamos chás juntes, ela mora sozinha e disse que muito ganhou com a nossa amizade. Nas raras vezes em que vamos ao mercado, mascaradas e tomando todo cuidado, nos divertimos e conversamos muito. Somos uma nova família formada no meio de uma pandemia mundial. Você imagina o valor disso?

As ruas aqui são mais vazias, e o povo aprecia andar de bicicleta, inclusive o padeiro. Há carros de vendedores de mandiocas, de pamonhas, frutas, ovos, camarão… O primeiro a nos acordar durante a semana é o padeiro.

A tv de tubo fica o dia inteiro desligada. Tenho criado filmes poéticos pro meu canal no youtube e também tocado mais kalimba, criei duas musiquinhas envolvidas em poesias que escrevi recentemente. Faço encontros literários pelo instagram e sempre mostro alguma poesia ao som da kalimba. Me deixa leve.

Outra coisa que me deixa leve são os chás que eu trouxe da Jupter Store, eita chás e escalda pés poderosos os dela! Nerinho e eu adoramos e sempre tomamos/usamos. Dividimos o chá com a nossa vizinha Sônia, que também adorou! Inclusive ela estava querendo parar de comer carnes, e após conhecer eu e Nerinho, está conseguindo. Mostramos a ela o poder da proteína de soja no meu tempero, ela nos apresentou um pequeno comércio que vende alimentos 100% naturais, formamos quase um casamento! rs

Revelamos o poder da meditação… meditamos juntes por horas ao longo da semana. Inclusive comecei um curso de cabala muito bom, que vai durar 8 segundas-feiras. Da primeira aula pra cá senti um resultado promissor.

Estamos mais conectados com as plantas. Iniciaremos, semana que vem, um curso online sobre fitoenergia.

Ainda não tocamos o pé na areia da praia, muito menos no mar. Sentimos que haverá o momento certo disso acontecer. Respeitamos a lei da natureza porque dependemos dela para sobreviver. Apenas a admiramos.

Sentimos falta de nossas parentes, amigas, amigos e pessoas queridas. Sônia também sente saudade de suas filhas e netas, e nessa mistura de saudades a gente se abraça e observa. Aprendemos que o pensamento focado no melhor de quem amamos é uma maneira de aliviar a saudade antes do abraço.

Não sei quanto tempo vai durar esta pandemia, mas sei que o Diego que está se transformando quer durar a vida inteira para merecer o melhor que este mundo tem a oferecer.

Que seja Luz!

 

.

Diego Rbor

Poesia Solidária

Pensei em como poder ajudar quem precisa durante esta pandemia e tive a ideia e atitude de doar 50% das vendas do meu e-book Outra Realidade para a causa indígena da região onde resido. Falei por telefone com a ativista indígena feminista comunitária e LGBTQI+, minha amiga Tamikuã Txihi responsável por poderosos projetos com a natureza, com as artes e com sua comunidade tekoa Itakupé, localizada no Jaraguá, em São Paulo. Nossos povos originários não têm o apoio necessário da maioria da população, menos ainda dos ‘nossos’ governantes brasileiros!

Quer ajudar também? É simples: basta enviar um e-mail para aarteliberta.diego@gmail.com e solicitar o E-book Outra Realidade, ele vai custar apenas R$20,00 e a forma de pagamento pode ser via transação bancária.

E-book completo (276 pág.), revisado, colorido, e ainda ajuda uma grande causa em prol do nosso povo originário.

capa livro Outra Realidade diego rbor para promoção

Samambaia

Há pouco mais de um ano, caminhando pela avenida São João, quase ao cruzar com a Ipiranga, eu e meu namorado notamos, a poucos metros, uma samambaia pendurada numa árvore, na calçada. Um morador de rua que passava deu um tapa na planta quase fazendo-a cair no chão e foi embora.

Chegamos na frente da planta, olhamos ao redor, olhamos pra cima para saber se alguém havia deixado ela ali momentaneamente, mas aparentemente ela havia sido abandonada. Estava desnutrida, com poucas folhas e um verde bem apagado.

Resolvemos levá-la pra casa para cuidar dela. Ato herança da Ivone. Pensamos nela e em seu amor pelas plantas… Subimos no ônibus de volta pra casa com a planta no colo!

Chegamos em casa felizes com a possibilidade de cuidado; cortamos as folhas manchadas e regamos pouco a pouco. Descobrimos que as samambaias gostam da água do arroz, e toda vez que fazemos arroz em casa, alimentamos ela com a água escorrida do arroz lavado.

Com o passar do tempo nasceram folhas novas, ela começou a se encher de vida saudável, e nós ficamos irradiantes com o brilho de sua folhagem.

Ontem, dia 06/04/2020, percebi que a planta está pronta pra sair de casa. Eu e Nerinho levamos ela para o jardim do prédio onde moramos, e lá, rodeada por árvores e outras plantas, ela parece estar bem feliz com o novo destino… Acabei de levar a água do arroz pra alimentá-la e percebi que o céu promete chuva.

Esta quarentena me faz refletir sobre liberdade.

O porquinho da índia que está aqui, resgatado, futuramente ganhará um lar no sítio da família de uma amiga nossa. E se tivéssemos pássaros em casa, daríamos o gosto da liberdade para ele/a.

_

Estou triste com o que está ocorrendo com o mundo, mas algo me diz que é uma mudança boa pra gente que faz mudanças… E estas ações de libertar vidas é um alimento à nossa própria liberdade, que anda tão limitada nestes dias atuais.

Vi a planta abraçar a árvore que a sustentou e senti uma saudade gigante das minhas amigas e amigos, de minha família, e torço para que a Luz de Deus elimine do mundo todo o caos e assim a gente possa se enxergar melhor, com mais amor. Temos tempo de transformar e melhorar-nos!

É hora de libertarmos as vidas que nasceram pra liberdade e assim a Luz vai nos libertar aos poucos.

Nada é por acaso.

 

Diego Rbor.

Muito O Que Fazer

Não sei o que dizer, nem escrever. Mas sinto muito…. Leio muito…. E me confronto a todo instante.
Não quero acreditar nas mídias, nem no governo atual brasileiro, que desacredita das mídias. Eu quero acreditar no meu coração mais do que na razão, mas às vezes o meu coração não foi tão solidário como poderia ter sido, aí entra a razão e toma conta.

Tô aprendendo tanto com esse caro corona!

Não imaginava que ele cresceria aqui no Brasil desta maneira, e olha que sou um imaginador competente.

As reflexões amassam o meu coração como um papel que a gente desiste. As notícias da tv amassam o meu eu como quando a gente amassa um papel higiênico… Me sinto um merda quando vejo as notícias!

Eu me achava tão introspectivo, de repente me apavoro por saber que desconhecides estão morrendo. Choro litros. E quando vejo da janela pessoas indo trabalhar em meio ao surto, meu coração falta sair pela boca. Lugares importantes, públicos, como as escolas e bibliotecas fechadas, embaçam a minha visão.

No instagram vi pessoas se divertindo como se estivessem em férias; em meu prédio de cohab vejo as crianças brincando no pátio como sempre fizeram, e seus pais trancafiades em casa, berrando das janelas… Não sei no que acredito, e passa uma vontade de correr pra longe, mas a vontade passa quando percebo que o longe pode ser ainda mais perigoso. Pus muitas plantas da casa na beira da janela e lá reflito minutos, troco com vizinhes informações que me entristecem. Dona Ruth, vizinha de frente, me anima ao pedir a Deus que essa fase estranha passe, para que melhoremos.

O que me resta é voltar para dentro de mim, me acalmar, olhar a casa simples e o meu amor que estuda tranquilamente enquanto o nosso cãozinho dorme numa paz invejável. Neles eu encontro a paz que me segura e transforma aos poucos para ser melhor.

Penso no mundo quando penso em mim. Mas estou me conectando cada vez menos com as redes sociais e tv, embora saiba que é graças a elas que estamos cientes do surto…

Preta Gil é uma lição à parte, gosto de ver o que ela expõe e luta, ela dá força de graça através das palavras. Se algum dia a critiquei, tô engolindo tudo agora, admirando-a de longe.

E tô engolindo mais água, mais meditação, mais alimentos saudáveis, estudos que estavam enrolados e muito ar de aprendizado.

Não sei nem o que dizer, mas sinto muito e vou me cuidar, me resguardar, para cuidar de quem me ama, do presente de ser vivo.

 

P.s.1: Minha mãezinha chegou agora em casa depois de dois meses longe cuidando de sua irmã gêmea que teve um avc. Meu coração alivia pois agora terei uma grande tarefa: cuidar bem desta guerreira que me criou. Que seja Luz.

P.s.2: Editando, aos poucos, um segundo livro de poesias.

diego rbor.

Trans Formação

Enquanto preparava o almoço
Nerinho veio sussurrante me chamar
Era uma borboleta em nosso quarto
Entrou enquanto ele se exercitava
Pairamos na beleza da grande preta
Tão bela, tão livre, toda parada
Na beira da cama ela descansava
Reinando em nossas retinas e pensamentos
Veio afirmar a trans formação……….
Estamos no meio de um caos global
E encontramos na vida a solução

Pensei em pegar o meu livro depressa
Existe uma poesia feita para Vanessas
Antes de eu recitar, ela foi embora
Confirmando que é poesia a qualquer hora
Desde seu nascimento até ser mensagem
Dos anjos valentes que vivem de passagem
A proteger eternamente quem tem fé
O que buscamos no céu está bem no pé
Nós temos asas, são poucos os que vê
Olhamos tanto pra cima querendo voar
Fácil é querer amor. Difícil é saber amar

 

Louco e leal

O pai e a mãe que não entendem a própria cria
perdem muito a toda hora
A cria que não busca compreender o pai e a mãe
perdeu tudo faz tempo

Todos e todas nós erramos, mas
querer permanecer em erros é despreparar os fins
e isto não gera bons recomeços

Poderíamos estar todes melhores, bem evoluídos,
no entanto as mentiras e calúnias nos afastam Continue lendo “Louco e leal”