TransAgro

A caridade está mais cara

Tanta comida é jogada pra fora
Ou porquê vence ou porquê sobra
Tanta gente tá pedindo esmola
Sem teto vale menos que uma bola

Sobre viver, sobre viventes

Já estamos sem educação
Tomaram a nossa união
Servindo aos ricos
Não nos damos as mãos

Terra sente falta com razão

Pobre de nós pobres
Comendo agrotóxicos
Todo dia transgênicos
Na ração que satisfaz
E judia a refeição

Cuide-se como puder

Viver é top
Morrer tá pop!

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Texto: diego rbor
Arte Visual: ® f.t.p.

funcionários e desempregados

Boa tarde, batalhadora, batalhador, peço que me leia, serei breve, por favor
Trabalhador, já fui ofice-boy, estoquista, auxiliar, estagiário, vendedor…
Hoje sou um escritor, ganho a vida refletindo em literaturas; Poesia é minha maneira de vencer a dor

Trabalhadores, somos todos guerreiras e guerreiros, e o que nos diferencia são as nossas lutas nas variadas labutas do existir
Estou aqui te convidando para comigo refletir
E encorajar os nossos sonhos em cada decisão
Somos brasileiras e brasileiros, aqui não é um país de formar patrão…
Empregados são tratados como tapados, vendados, obturados
E não é para isto que fomos criados, a vida não nos fez para sermos tirados de otários
Temos ciência, sapiência, paciência e consciência
Não deixe seu salário manipular a sua competência
“Se tens um sonho, foque e seja
Se tens um dom, invista, proteja” – É o que a Luz me diz

Os mais ‘ricos’ do que nós, não querem nos ver tão ricos quanto eles
Eles pensam que nossas famílias, pobres, não merecem as felicidades existentes

Enquanto nós trabalhadores, sabemos mais sobre merecimentos
Construímos casas, barracos, favelas, carregamos os cimentos
Políticos de direita usam, nós, pobres como se fossemos jumentos
Nas rachaduras dessa sociedade candura que ainda quer a volta da ditadura
Para matar ainda mais os sonhos de muitos de nós, pobres de alma dura
Eu não aguento mais tanta injustiça!

A humildade me ensinou a pegar na terra e a plantar
A humildade me faz entender que não preciso só comprar, comprar, comprar
Está tudo na terra, esta que os ricos insistem em nos tirar
Está tudo na água, esta que políticos insistem em privatizar
Não podemos deixar! Não podemos tolerar!
Ou levantamos a cabeça ou eles irão nos ceifar
Assim como fizeram com os nossos ancestrais
Há pouco mais de 500 anos atrás

Estamos no segundo semestre de um 2020 pandêmico:
Os 42 bilionários do Brasil aumentaram a própria riqueza em 27 POR CENTO durante a maior crise sanitária dos últimos 100 anos
Às custas de nós, pobres
Do nosso esforço competente em enriquecer presidente branco que nem liga pra gente, mas liga pros ricos e milionários brancos
Enquanto alguém achar normal o branco cada vez mais rico e o preto cada vez mais pobre, tudo vai piorar

Estamos numa crise criada pelos ricos, brancos, em suas viagens e banquetes nojentos, caros!
Não respeitam nem os animais, imagine os nossos ancestrais vermelhos!

Por isto escrevo, pois espero nos unir um dia, caro trabalhador e cara trabalhadora
Porque se hoje eu escrevo é porque tive um professor, uma professora
Se hoje escrevo é porque fui parido, cuidado ao lado de um povo sofrido
E não quero que a gente morra sem ter no mínimo evoluído

Que seja em comunhão

Agradeço pelo seu tempo em me ler
Conte comigo rumo à revolução.

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Diego Rbor

fdp
® f.t.p.

Casulo

Contente por receber mensagens de seres plenos de amor e respeito à vida. Estou bem, mas com saudades de uma lida menos remota. Apesar de curtir gente, tenho abraçado muitos ventos na janela, tocado o coração das plantas e sentido os cheiros no ar; Descobri que no Casulo a vida é bela, calma, e nos prepara para sair e beijar o florir.
Com os olhos e ouvidos amo Colibris, Sanhaços, Saíras e tantas perfeições com asas; Descobri que os pensamentos são o néctar dos anjos e para saber disto meditar é necessariamente preciso.
A natureza sempre salva: sustenta o bem como as frutas, os legumes, os minerais, os órgãos.
Não como carnes há meses e me sinto bem forte e sem peso.
Um poeta de vida e essência sabe usar o fogo.
Quero me apegar no que acrescenta a água pura dentro e fora de mim.
É um momento marcante.

Que sejamos perseverantes para atravessar este deserto pandêmico.

Milagres existem. Só desacredita quem ainda não precisou deles.

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Diego Rbor

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Mudança

Vim morar no litoral há pouco tempo, uns 2 meses. Eu, Nerinho e o Billy, cãopanheiro há 10 anos. Num apartamento de minha guerreira mãe, que estava vazio. Atualmente ela vive com suas irmãs na casa em que cresceram, onde por vontade própria decidiram morar juntas, sempre foram unidas, e hoje são todas viúvas.

Desde que cheguei por estas bandas litorâneas, comecei a focar melhor nas coisas que acredito. Apesar de ter deixado a periferia por tempo indeterminado, a periferia não sai de mim, permaneço ajudando algumas ONGs.
A kabbalah me ensina a ajudar o mundo, seja através das vibrações em meditações, seja nas ações de compartilhar, financeiramente, o quanto posso, e através das criações artísticas, pois engajam outros olhos à criar. Sei da minha missão no mundo e trabalho para este propósito.

Compartilhar é uma ação essência de almas acesas. Me sinto aceso, apesar da pandemia.

Estar aceso é ter certezas boas. Isso acontece quando aprendemos a dar atenção para os bons pensamentos, palavras e ações. É uma tarefa desafiadora!

Aqui, no litoral, de um lado vejo o mar; do outro montanhas bem altas e verdes. Tem dia que as nuvens cobrem do topo até a metade. Vista de um prédio ‘vazio’, com poucos vizinhos, o silêncio faz ressoar o som das ondas e ventanias que abraçam coqueiros; o bebedouro do beija-flor contém água aromatizada com o pó das flores, toda hora passarinhos vem nos visitar e bebem, bebem, saltitam entre a janela e o varal.

Fizemos amizade com uma vizinha, a Sônia, do bloco ao lado, maravilhosa! Sorriu pra nós da janela… Sorrisos são poderosos como arco-íris! Sempre tomamos chás juntes, ela mora sozinha e disse que muito ganhou com a nossa amizade. Nas raras vezes em que vamos ao mercado, mascaradas e tomando todo cuidado, nos divertimos e conversamos muito. Somos uma nova família formada no meio de uma pandemia mundial. Você imagina o valor disso?

As ruas aqui são mais vazias, e o povo aprecia andar de bicicleta, inclusive o padeiro. Há carros de vendedores de mandiocas, de pamonhas, frutas, ovos, camarão… O primeiro a nos acordar durante a semana é o padeiro.

A tv de tubo fica o dia inteiro desligada. Tenho criado filmes poéticos pro meu canal no youtube e também tocado mais kalimba, criei duas musiquinhas envolvidas em poesias que escrevi recentemente. Faço encontros literários pelo instagram e sempre mostro alguma poesia ao som da kalimba. Me deixa leve.

Outra coisa que me deixa leve são os chás que eu trouxe da Jupter Store, eita chás e escalda pés poderosos os dela! Nerinho e eu adoramos e sempre tomamos/usamos. Dividimos o chá com a nossa vizinha Sônia, que também adorou! Inclusive ela estava querendo parar de comer carnes, e após conhecer eu e Nerinho, está conseguindo. Mostramos a ela o poder da proteína de soja no meu tempero, ela nos apresentou um pequeno comércio que vende alimentos 100% naturais, formamos quase um casamento! rs

Revelamos o poder da meditação… meditamos juntes por horas ao longo da semana. Inclusive comecei um curso de cabala muito bom, que vai durar 8 segundas-feiras. Da primeira aula pra cá senti um resultado promissor.

Estamos mais conectados com as plantas. Iniciaremos, semana que vem, um curso online sobre fitoenergia.

Ainda não tocamos o pé na areia da praia, muito menos no mar. Sentimos que haverá o momento certo disso acontecer. Respeitamos a lei da natureza porque dependemos dela para sobreviver. Apenas a admiramos.

Sentimos falta de nossas parentes, amigas, amigos e pessoas queridas. Sônia também sente saudade de suas filhas e netas, e nessa mistura de saudades a gente se abraça e observa. Aprendemos que o pensamento focado no melhor de quem amamos é uma maneira de aliviar a saudade antes do abraço.

Não sei quanto tempo vai durar esta pandemia, mas sei que o Diego que está se transformando quer durar a vida inteira para merecer o melhor que este mundo tem a oferecer.

Que seja Luz!

 

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Diego Rbor

Poesia Solidária

Pensei em como poder ajudar quem precisa durante esta pandemia e tive a ideia e atitude de doar 50% das vendas do meu e-book Outra Realidade para a causa indígena da região onde resido. Falei por telefone com a ativista indígena feminista comunitária e LGBTQI+, minha amiga Tamikuã Txihi responsável por poderosos projetos com a natureza, com as artes e com sua comunidade tekoa Itakupé, localizada no Jaraguá, em São Paulo. Nossos povos originários não têm o apoio necessário da maioria da população, menos ainda dos ‘nossos’ governantes brasileiros!

Quer ajudar também? É simples: basta enviar um e-mail para aarteliberta.diego@gmail.com e solicitar o E-book Outra Realidade, ele vai custar apenas R$20,00 e a forma de pagamento pode ser via transação bancária.

E-book completo (276 pág.), revisado, colorido, e ainda ajuda uma grande causa em prol do nosso povo originário.

capa livro Outra Realidade diego rbor para promoção