À Melhor Direção

Certa manhã acordei assustado, sentindo a dor de todas as vezes em que fracassei. E deitado passei a as mãos em meu rosto, acariciando os tapas, mal olhados, incompreensões… Toquei meu peito em sua ferida, cheio de dilemas, murros, sustos. Me toquei de que sou o único motivo de me sentir assim, incabível numa imensa lata de lixo! Precisei me reciclar ao longo dos dias e noites longas; me afastei de gente tóxica, de situações sofridas caladas. Chorei para me livrar da culpa e me pus no sol a queimar.

Hoje me sinto mais vazio, porém mais leve e sem o peso da pena, do medo e principalmente da coragem dissimulada. O que não muda para melhor torna-se incapaz de me transformar positivamente. Transformações são necessárias, então transmutei em mim todas as lembranças que alcançaram o meu coração agora regenerado.

O vento é um dos melhores investimentos do tempo: Me sinto limpo e entregue à melhor direção.

Com o muito do pouco que possuo, quero poder agregar ainda mais ao meu planeta e causas emergentes, cuidar melhor do chão terra que piso e me move, da vida água que me percorre, do alimento planta que purifica. Quero multiplicar minha força à força dos anjos, dos ancestrais e dos povos originários, minha verdadeira família atemporal. Concluí um projeto importante, agora vou sonhar outros.

Me preparo para o lançamento do meu terceiro livro, ‘Poesia Move’, que será lançado em Dezembro, celebrando uma fenda importantíssima que está prestes a acontecer em nosso planeta.

Com amor,
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Diego Rbor

Doutorado Amor

Casas grudadas
Vizinhos distantes
A bondade é rara
Vale diamante


Não fosse a poesia
Nem sei quem eu seria
Certamente estaria
Longe de mim
Despedaçando alegria
Trancado n’algum armário
Atrás de salário, caindo
Em conto de vigário

Não fosse a poesia
Eu nem conheceria
O amor e o poder
De transmutar a dor;
É o que há de melhor
E pior em mim
Cortesia, maresia, anestesia
Minha noite e dia

A poesia salvou honestamente
Porque acendeu simplesmente
À Luz

Faz encontrar beleza em quem sou
Esta é a função de ser poeta:

Doutorado amor.

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Diego Rbor

Fotografado na Praia Preta por Vanila Lua, 2014


funcionários e desempregados

Boa tarde, batalhadora, batalhador, peço que me leia, serei breve, por favor
Trabalhador, já fui ofice-boy, estoquista, auxiliar, estagiário, vendedor…
Hoje sou um escritor, ganho a vida refletindo em literaturas; Poesia é minha maneira de vencer a dor

Trabalhadores, somos todos guerreiras e guerreiros, e o que nos diferencia são as nossas lutas nas variadas labutas do existir
Estou aqui te convidando para comigo refletir
E encorajar os nossos sonhos em cada decisão
Somos brasileiras e brasileiros, aqui não é um país de formar patrão…
Empregados são tratados como tapados, vendados, obturados
E não é para isto que fomos criados, a vida não nos fez para sermos tirados de otários
Temos ciência, sapiência, paciência e consciência
Não deixe seu salário manipular a sua competência
“Se tens um sonho, foque e seja
Se tens um dom, invista, proteja” – É o que a Luz me diz

Os mais ‘ricos’ do que nós, não querem nos ver tão ricos quanto eles
Eles pensam que nossas famílias, pobres, não merecem as felicidades existentes

Enquanto nós trabalhadores, sabemos mais sobre merecimentos
Construímos casas, barracos, favelas, carregamos os cimentos
Políticos de direita usam, nós, pobres como se fossemos jumentos
Nas rachaduras dessa sociedade candura que ainda quer a volta da ditadura
Para matar ainda mais os sonhos de muitos de nós, pobres de alma dura
Eu não aguento mais tanta injustiça!

A humildade me ensinou a pegar na terra e a plantar
A humildade me faz entender que não preciso só comprar, comprar, comprar
Está tudo na terra, esta que os ricos insistem em nos tirar
Está tudo na água, esta que políticos insistem em privatizar
Não podemos deixar! Não podemos tolerar!
Ou levantamos a cabeça ou eles irão nos ceifar
Assim como fizeram com os nossos ancestrais
Há pouco mais de 500 anos atrás

Estamos no segundo semestre de um 2020 pandêmico:
Os 42 bilionários do Brasil aumentaram a própria riqueza em 27 POR CENTO durante a maior crise sanitária dos últimos 100 anos
Às custas de nós, pobres
Do nosso esforço competente em enriquecer presidente branco que nem liga pra gente, mas liga pros ricos e milionários brancos
Enquanto alguém achar normal o branco cada vez mais rico e o preto cada vez mais pobre, tudo vai piorar

Estamos numa crise criada pelos ricos, brancos, em suas viagens e banquetes nojentos, caros!
Não respeitam nem os animais, imagine os nossos ancestrais vermelhos!

Por isto escrevo, pois espero nos unir um dia, caro trabalhador e cara trabalhadora
Porque se hoje eu escrevo é porque tive um professor, uma professora
Se hoje escrevo é porque fui parido, cuidado ao lado de um povo sofrido
E não quero que a gente morra sem ter no mínimo evoluído

Que seja em comunhão

Agradeço pelo seu tempo em me ler
Conte comigo rumo à revolução.

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Diego Rbor

fdp
® f.t.p.

Casulo

Contente por receber mensagens de seres plenos de amor e respeito à vida. Estou bem, mas com saudades de uma lida menos remota. Apesar de curtir gente, tenho abraçado muitos ventos na janela, tocado o coração das plantas e sentido os cheiros no ar; Descobri que no Casulo a vida é bela, calma, e nos prepara para sair e beijar o florir.
Com os olhos e ouvidos amo Colibris, Sanhaços, Saíras e tantas perfeições com asas; Descobri que os pensamentos são o néctar dos anjos e para saber disto meditar é necessariamente preciso.
A natureza sempre salva: sustenta o bem como as frutas, os legumes, os minerais, os órgãos.
Não como carnes há meses e me sinto bem forte e sem peso.
Um poeta de vida e essência sabe usar o fogo.
Quero me apegar no que acrescenta a água pura dentro e fora de mim.
É um momento marcante.

Que sejamos perseverantes para atravessar este deserto pandêmico.

Milagres existem. Só desacredita quem ainda não precisou deles.

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Diego Rbor

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