Doutorado Amor

Casas grudadas
Vizinhos distantes
A bondade é rara
Vale diamante


Não fosse a poesia
Nem sei quem eu seria
Certamente estaria
Longe de mim
Despedaçando alegria
Trancado n’algum armário
Atrás de salário, caindo
Em conto de vigário

Não fosse a poesia
Eu nem conheceria
O amor e o poder
De transmutar a dor;
É o que há de melhor
E pior em mim
Cortesia, maresia, anestesia
Minha noite e dia

A poesia salvou honestamente
Porque acendeu simplesmente
À Luz

Faz encontrar beleza em quem sou
Esta é a função de ser poeta:

Doutorado amor.

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Diego Rbor

Fotografado na Praia Preta por Vanila Lua, 2014


Casulo

Contente por receber mensagens de seres plenos de amor e respeito à vida. Estou bem, mas com saudades de uma lida menos remota. Apesar de curtir gente, tenho abraçado muitos ventos na janela, tocado o coração das plantas e sentido os cheiros no ar; Descobri que no Casulo a vida é bela, calma, e nos prepara para sair e beijar o florir.
Com os olhos e ouvidos amo Colibris, Sanhaços, Saíras e tantas perfeições com asas; Descobri que os pensamentos são o néctar dos anjos e para saber disto meditar é necessariamente preciso.
A natureza sempre salva: sustenta o bem como as frutas, os legumes, os minerais, os órgãos.
Não como carnes há meses e me sinto bem forte e sem peso.
Um poeta de vida e essência sabe usar o fogo.
Quero me apegar no que acrescenta a água pura dentro e fora de mim.
É um momento marcante.

Que sejamos perseverantes para atravessar este deserto pandêmico.

Milagres existem. Só desacredita quem ainda não precisou deles.

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Diego Rbor

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Sonhar, meu querer…

Cada um é seu dom, uns descobrem, outros nem fazem questão
Eu quero poder trabalhar vivendo arte literária, com dignidade
Revelar a importante força da vida, através da minha poesia
Escrever sobre todas as coisas que possibilitam a gente sonhar
Focar na responsabilidade de semear amor à nossa natureza
A maior jornada de ser humano é ser feliz, com fé, se realizar

Cada uma das vidas existem pra cumprir uma missão única aqui
Eu quero viver em harmonia, liberdade, respeito com toda idade
Proclamar bondade como um ato de coragem, somar resistências
Falar sobre democracia, ciência, história, consciência, nossa luta
Confiar nos ancestrais, pois viraram energias para nos iluminar
A melhor jornada de ser humana é ser feliz, em pé se reafirmar

Não, não quero muito dinheiro nem bens nem carros nem relógios
Quero me alimentar, comer abacate pelas manhãs com meu bem
Quero encontrar amigas, amigos, em todo lugar sem temer tempo
Quero andar pelo campo, plantando saberes, multiplicando o ar
Quero ser um canal de Luz, para te olhar feliz e no fundo sentir…
A única jornada do ser bem sucedido é honestidade no outro sorrir

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Fotografado por Eri Sá

Poesia Solidária

Pensei em como poder ajudar quem precisa durante esta pandemia e tive a ideia e atitude de doar 50% das vendas do meu e-book Outra Realidade para a causa indígena da região onde resido. Falei por telefone com a ativista indígena feminista comunitária e LGBTQI+, minha amiga Tamikuã Txihi responsável por poderosos projetos com a natureza, com as artes e com sua comunidade tekoa Itakupé, localizada no Jaraguá, em São Paulo. Nossos povos originários não têm o apoio necessário da maioria da população, menos ainda dos ‘nossos’ governantes brasileiros!

Quer ajudar também? É simples: basta enviar um e-mail para aarteliberta.diego@gmail.com e solicitar o E-book Outra Realidade, ele vai custar apenas R$20,00 e a forma de pagamento pode ser via transação bancária.

E-book completo (276 pág.), revisado, colorido, e ainda ajuda uma grande causa em prol do nosso povo originário.

capa livro Outra Realidade diego rbor para promoção

Trans Formação

Enquanto preparava o almoço
Nerinho veio sussurrante me chamar
Era uma borboleta em nosso quarto
Entrou enquanto ele se exercitava
Pairamos na beleza da grande preta
Tão bela, tão livre, toda parada
Na beira da cama ela descansava
Reinando em nossas retinas e pensamentos
Veio afirmar a trans formação……….
Estamos no meio de um caos global
E encontramos na vida a solução

Pensei em pegar o meu livro depressa
Existe uma poesia feita para Vanessas
Antes de eu recitar, ela foi embora
Confirmando que é poesia a qualquer hora
Desde seu nascimento até ser mensagem
Dos anjos valentes que vivem de passagem
A proteger eternamente quem tem fé
O que buscamos no céu está bem no pé
Nós temos asas, são poucos os que vê
Olhamos tanto pra cima querendo voar
Fácil é querer amor. Difícil é saber amar