À Melhor Direção

Certa manhã acordei assustado, sentindo a dor de todas as vezes em que fracassei. E deitado passei a as mãos em meu rosto, acariciando os tapas, mal olhados, incompreensões… Toquei meu peito em sua ferida, cheio de dilemas, murros, sustos. Me toquei de que sou o único motivo de me sentir assim, incabível numa imensa lata de lixo! Precisei me reciclar ao longo dos dias e noites longas; me afastei de gente tóxica, de situações sofridas caladas. Chorei para me livrar da culpa e me pus no sol a queimar.

Hoje me sinto mais vazio, porém mais leve e sem o peso da pena, do medo e principalmente da coragem dissimulada. O que não muda para melhor torna-se incapaz de me transformar positivamente. Transformações são necessárias, então transmutei em mim todas as lembranças que alcançaram o meu coração agora regenerado.

O vento é um dos melhores investimentos do tempo: Me sinto limpo e entregue à melhor direção.

Com o muito do pouco que possuo, quero poder agregar ainda mais ao meu planeta e causas emergentes, cuidar melhor do chão terra que piso e me move, da vida água que me percorre, do alimento planta que purifica. Quero multiplicar minha força à força dos anjos, dos ancestrais e dos povos originários, minha verdadeira família atemporal. Concluí um projeto importante, agora vou sonhar outros.

Me preparo para o lançamento do meu terceiro livro, ‘Poesia Move’, que será lançado em Dezembro, celebrando uma fenda importantíssima que está prestes a acontecer em nosso planeta.

Com amor,
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Diego Rbor