Indígenas, Povos Originários

O que você sabe sobre os ‘Índios’?

“Índio é OUTRA SOCIEDADE, não apenas uma Cultura.
Índio NÃO VIVE no patético sistema capitalista.

O Brasil é Indígena. Saiba o que o indígena NÃO PRODUZ:

– Indígena não produz lixo, principalmente não produz ilhas e montanhas de lixo.
Em especial, Indígena não produz lixo tóxico nem lixo incapaz de se deteriorar;

– Indígena não produz exploração do trabalho alheio, não faz de seu povo servo de ninguém;

-Indígena não produz pessoas egoístas e individualistas;

– Indígena não produz pessoas ignorantes de achar que recursos finitos podem ser explorados indefinidamente;

– Indígena não produz incels, serial killers, terroristas, mass shootings, sequestradores, assaltantes em sua sociedade;

– Indígena não produz desperdício de alimentos só porque não comeu;

– Indígena não produz cadeias, prisões e solitárias. Nem produz prisões compulsórias;

– Indígena não produz moradia vazia, nem especulação imobiliária;

– Indígena não produz miséria de muitos pra alguns poucos enriquecerem;

– Indígena não produz regimes totalitários, colonialismo, coronelismo e escravagistas;

– Indígena não produz visando lucro, pois tudo que produz é visando o coletivo e o bem da aldeia;

– Indígena não é escravo do dinheiro;

– Indígena não produz idiocracia, não elege ignorantes como líderes nm chama de imbecis filósofo e intelectual;

– Indígena não produz superpopulação, nem poluição sonora;

Parem de achar que o Indígena é imprestável por não ter o nosso estilo de vida.
Parem de achar que o Indígena precisa ou deva se render ao nosso tipo de sociedade e abandonar o dele.”

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Há 520 anos acontece o genocídio indígena desde que os europeus invadiram o que hoje chamamos de Brasil. Em 1500 haviam cerca de 8 milhões de indígenas aqui, com mais de mil etnias diferentes. Hoje, em 2020, o Brasil tem só 305 etnias e 900 mil indígenas, apenas 10% do que havia há 500 anos atrás.

O genocídio indígena das Américas é considerado o pior holocausto que se tem notícias. A maioria das pessoas não sabem disso porque nem as novelas, nem a Disney podem contar a realidade nua e crua.

De acordo com a ONU, 4 cerca de 4 líderes indígenas são assassinados por mês na América Latina.

Hoje, 27 de junho de 2020, enquanto editava este texto, soube que dois indígenas Yanomami foram mortos por garimpeiros em Roraima.

Eu sinto vergonha de ser brasileiro.

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Diego Rbor fotografado por Eri Sá

 

Sonhar, meu querer…

Cada um é seu dom, uns descobrem, outros nem fazem questão
Eu quero poder trabalhar vivendo arte literária, com dignidade
Revelar a importante força da vida, através da minha poesia
Escrever sobre todas as coisas que possibilitam a gente sonhar
Focar na responsabilidade de semear amor à nossa natureza
A maior jornada de ser humano é ser feliz, com fé, se realizar

Cada uma das vidas existem pra cumprir uma missão única aqui
Eu quero viver em harmonia, liberdade, respeito com toda idade
Proclamar bondade como um ato de coragem, somar resistências
Falar sobre democracia, ciência, história, consciência, nossa luta
Confiar nos ancestrais, pois viraram energias para nos iluminar
A melhor jornada de ser humana é ser feliz, em pé se reafirmar

Não, não quero muito dinheiro nem bens nem carros nem relógios
Quero me alimentar, comer abacate pelas manhãs com meu bem
Quero encontrar amigas, amigos, em todo lugar sem temer tempo
Quero andar pelo campo, plantando saberes, multiplicando o ar
Quero ser um canal de Luz, para te olhar feliz e no fundo sentir…
A única jornada do ser bem sucedido é honestidade no outro sorrir

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Fotografado por Eri Sá

Mudança

Vim morar no litoral há pouco tempo, uns 2 meses. Eu, Nerinho e o Billy, cãopanheiro há 10 anos. Num apartamento de minha guerreira mãe, que estava vazio. Atualmente ela vive com suas irmãs na casa em que cresceram, onde por vontade própria decidiram morar juntas, sempre foram unidas, e hoje são todas viúvas.

Desde que cheguei por estas bandas litorâneas, comecei a focar melhor nas coisas que acredito. Apesar de ter deixado a periferia por tempo indeterminado, a periferia não sai de mim, permaneço ajudando algumas ONGs.
A kabbalah me ensina a ajudar o mundo, seja através das vibrações em meditações, seja nas ações de compartilhar, financeiramente, o quanto posso, e através das criações artísticas, pois engajam outros olhos à criar. Sei da minha missão no mundo e trabalho para este propósito.

Compartilhar é uma ação essência de almas acesas. Me sinto aceso, apesar da pandemia.

Estar aceso é ter certezas boas. Isso acontece quando aprendemos a dar atenção para os bons pensamentos, palavras e ações. É uma tarefa desafiadora!

Aqui, no litoral, de um lado vejo o mar; do outro montanhas bem altas e verdes. Tem dia que as nuvens cobrem do topo até a metade. Vista de um prédio ‘vazio’, com poucos vizinhos, o silêncio faz ressoar o som das ondas e ventanias que abraçam coqueiros; o bebedouro do beija-flor contém água aromatizada com o pó das flores, toda hora passarinhos vem nos visitar e bebem, bebem, saltitam entre a janela e o varal.

Fizemos amizade com uma vizinha, a Sônia, do bloco ao lado, maravilhosa! Sorriu pra nós da janela… Sorrisos são poderosos como arco-íris! Sempre tomamos chás juntes, ela mora sozinha e disse que muito ganhou com a nossa amizade. Nas raras vezes em que vamos ao mercado, mascaradas e tomando todo cuidado, nos divertimos e conversamos muito. Somos uma nova família formada no meio de uma pandemia mundial. Você imagina o valor disso?

As ruas aqui são mais vazias, e o povo aprecia andar de bicicleta, inclusive o padeiro. Há carros de vendedores de mandiocas, de pamonhas, frutas, ovos, camarão… O primeiro a nos acordar durante a semana é o padeiro.

A tv de tubo fica o dia inteiro desligada. Tenho criado filmes poéticos pro meu canal no youtube e também tocado mais kalimba, criei duas musiquinhas envolvidas em poesias que escrevi recentemente. Faço encontros literários pelo instagram e sempre mostro alguma poesia ao som da kalimba. Me deixa leve.

Outra coisa que me deixa leve são os chás que eu trouxe da Jupter Store, eita chás e escalda pés poderosos os dela! Nerinho e eu adoramos e sempre tomamos/usamos. Dividimos o chá com a nossa vizinha Sônia, que também adorou! Inclusive ela estava querendo parar de comer carnes, e após conhecer eu e Nerinho, está conseguindo. Mostramos a ela o poder da proteína de soja no meu tempero, ela nos apresentou um pequeno comércio que vende alimentos 100% naturais, formamos quase um casamento! rs

Revelamos o poder da meditação… meditamos juntes por horas ao longo da semana. Inclusive comecei um curso de cabala muito bom, que vai durar 8 segundas-feiras. Da primeira aula pra cá senti um resultado promissor.

Estamos mais conectados com as plantas. Iniciaremos, semana que vem, um curso online sobre fitoenergia.

Ainda não tocamos o pé na areia da praia, muito menos no mar. Sentimos que haverá o momento certo disso acontecer. Respeitamos a lei da natureza porque dependemos dela para sobreviver. Apenas a admiramos.

Sentimos falta de nossas parentes, amigas, amigos e pessoas queridas. Sônia também sente saudade de suas filhas e netas, e nessa mistura de saudades a gente se abraça e observa. Aprendemos que o pensamento focado no melhor de quem amamos é uma maneira de aliviar a saudade antes do abraço.

Não sei quanto tempo vai durar esta pandemia, mas sei que o Diego que está se transformando quer durar a vida inteira para merecer o melhor que este mundo tem a oferecer.

Que seja Luz!

 

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Diego Rbor

AntiPT

Se pudéssemos fazer uma pesquisa sobre a vida das pessoas que são antiPT, ficaríamos aterrorizados com as barbaridades.
Tem gente que se autoafirma antiPT, mas a real sabe nem o por quê.
Todas as pessoas antiPT que eu conheço possuem uma série de problemas mal resolvidos por preguiça ou medo de se expor, expor as próprias fraquezas, dívidas.
Tem um que é pai de duas famílias e não liga pra família de filhas, não paga pensão, não pede pra ver nem vai até elas. Até esquece data de aniversário, precisa de facebook pra lembrar.
Outro, é um que se diz machão, faz arminha com a mão, diz que odeia viado e faz o amigo negro de ‘gato e sapato’ no churrasco, mas na hora que bebe rebola até de quatro na frente dos ‘aliado’.
Conheço uma antiPT que, mesmo sendo lésbica, chama Dilma de ladrona sapatona, e quando questionei o que Dilma roubou, o assunto se perde e vira Lula, e aí bugou a robô. Ela nem sabe o que afinal Dilma roubou.
Na rua tem uma antiPT que se diz bem casada, seu marido tem até comércio, e em sua casa tem câmeras voltadas pra rua. Um dia ela disse que Dilma era militar e atirou em muita gente de bem quando era moça. Fiquei pasmo, perguntei onde ela leu a informação, ela disse que todo mundo sabia. Me questionei em que planeta eu vivia e perguntei se isso foi na ditadura, ela coçou a cabeça e disse que não sabia mas achava que sim. Aí eu entendi tudo quando ela foi perguntar pro marido que é ex funcionário público.

Muitas pessoas não sabem e apreciam o fato de não querer saber. Sei lá, talvez a culpa seja da tevê.

O jornal nacional contribuiu tanto com o manejo do gado, noticiando pedaladas da Dilma, expondo sítio e duplex do Lula…

E ainda teve o caso da Friboi…. Já ouvi gente dizendo que era do filho do Lula, que por isso ele fez a propaganda.

(Achei desnecessária a propaganda da Friboi, pois o desmatamento acontece devido o consumo de carnes, e ninguém precisa comer carne para sobreviver. Nem por isto sou antiPT.)

O ódio cega as pessoas e depois as conduz pela inexorabilidade. O ódio torna o ser preguiçoso. E aí ele esquece até o valor do amor.

É preciso muita humildade para compreender os antiPT, porque essa gente que se diz de bem, em suma são fascistas, não sabem e nunca souberam o que é ser zen.

 

Diego Rbor

Pandêmico: Coração Devedor

Nasci num bairro vasto que já foi pasto. Onde aos poucos o povo foi ocupando, para lá se mudando. Antes de mim lutaram muito por direitos: moradia, saneamento, asfalto, hospital, educação, biblioteca, transporte, alimentos. Um lugar onde a política e a mídia foram os últimos a chegar. Nasci numa periferia que demorou para ser chamada de lar. E tenho apenas trinta e dois anos de vida. Mas me dói ver numa quebrada ‘evoluída’, gente que apoia fascista que nesta mesma gente pisa. Me dói ver os ponto de ônibus lotado por gente batalhadora que vota nos Dória helicópterousado. Dói ver meu povo trabalhador votar num fascista fazedor de robô. E não posso nem julgar o atraso nisso tudo, pois tive uma mãe branca que contribuiu como pôde para bancar meus estudo, aos trancos e barrancos ela se responsabilizou. Lembro de colegas que nem mãe tinham, quanto mais valor de um professor. Um dia, numa aula de biologia, a professora mandou abrir o livro, muitos de nós nem tinha: “Porra, numa escola pública, pagar por material é súplica…”. Fazer trabalho em dois é boi, em três é uma furada! …Sempre ficava de fora, não era bom exemplo na escola de esquema dita dura; eu era uma bixa pobre ao relento, que não abaixava a cabela fácil pro tormento; fiquei de várias recuperação, e janeiro era sem recreio; ia de cabeça erguida porque quase nem tinha gente no meio, da sala. Pelo menos eu respeitava as professora, que tinham para mim o mesmo valor que uma doutora, vai ver por isso nunca repeti de ano; meu bom dia, minha gratidão e meu perdão sempre me passaram pano! Mulher na minha vida é a maior verdade: Minha mãe umbandista; meu pai suicida; meu avô um racista; e o mundo um vigarista que tentou me esconder de minhas próprias vistas.
Deus é uma irmã negra que teve piedade: me mostrou Caetano, Timbalada, Daniela Mercury, Marisa de verdade e também Ivete… tive aula de axés! Vi e ouvi o maracatu em ‘A Indomada’ quando pivete, e ainda menino, em Zazá, me apaixonei pela voz Fullgás de Marina, antes de saber quem era ela; foi numa música de novela. Eu nem sabia o que era arte! Aos 10 anos de idade, arte, para mim, era o que Ivone fazia: Me ensinou a ler nas pichações da cidade-aldeia. São Paulo é mata que incendeia. Cada vez mais cheia, os morros morrem nas mãos da polícia que a faz de recheio da ceia natalina.

É tempo de ano novo: pandemia fez de dois mil e vinte um mundo ciclo renovo; não dá pra ser o mesmo neste ovo; é preciso amor pela rebeldia e assim sairmos ilesos; nós, que somos cria da periferia, temos que nos unir aos indígenas coesos; à força da nossa ancestralidade ligada e conectada aos estupros de nossas bisavós, caladas, que hoje gritam em energias latentes no nosso peito aceso.
Não seremos frágeis leitos mortos pela polimilícia de um estado estuprado procriado sangrento.

Devemos fogo no fascismo racismo preconceito.

 

Diego Rbor

Respeite e Saúde

Poesia Solidária

Pensei em como poder ajudar quem precisa durante esta pandemia e tive a ideia e atitude de doar 50% das vendas do meu e-book Outra Realidade para a causa indígena da região onde resido. Falei por telefone com a ativista indígena feminista comunitária e LGBTQI+, minha amiga Tamikuã Txihi responsável por poderosos projetos com a natureza, com as artes e com sua comunidade tekoa Itakupé, localizada no Jaraguá, em São Paulo. Nossos povos originários não têm o apoio necessário da maioria da população, menos ainda dos ‘nossos’ governantes brasileiros!

Quer ajudar também? É simples: basta enviar um e-mail para aarteliberta.diego@gmail.com e solicitar o E-book Outra Realidade, ele vai custar apenas R$20,00 e a forma de pagamento pode ser via transação bancária.

E-book completo (276 pág.), revisado, colorido, e ainda ajuda uma grande causa em prol do nosso povo originário.

capa livro Outra Realidade diego rbor para promoção

Samambaia

Há pouco mais de um ano, caminhando pela avenida São João, quase ao cruzar com a Ipiranga, eu e meu namorado notamos, a poucos metros, uma samambaia pendurada numa árvore, na calçada. Um morador de rua que passava deu um tapa na planta quase fazendo-a cair no chão e foi embora.

Chegamos na frente da planta, olhamos ao redor, olhamos pra cima para saber se alguém havia deixado ela ali momentaneamente, mas aparentemente ela havia sido abandonada. Estava desnutrida, com poucas folhas e um verde bem apagado.

Resolvemos levá-la pra casa para cuidar dela. Ato herança da Ivone. Pensamos nela e em seu amor pelas plantas… Subimos no ônibus de volta pra casa com a planta no colo!

Chegamos em casa felizes com a possibilidade de cuidado; cortamos as folhas manchadas e regamos pouco a pouco. Descobrimos que as samambaias gostam da água do arroz, e toda vez que fazemos arroz em casa, alimentamos ela com a água escorrida do arroz lavado.

Com o passar do tempo nasceram folhas novas, ela começou a se encher de vida saudável, e nós ficamos irradiantes com o brilho de sua folhagem.

Ontem, dia 06/04/2020, percebi que a planta está pronta pra sair de casa. Eu e Nerinho levamos ela para o jardim do prédio onde moramos, e lá, rodeada por árvores e outras plantas, ela parece estar bem feliz com o novo destino… Acabei de levar a água do arroz pra alimentá-la e percebi que o céu promete chuva.

Esta quarentena me faz refletir sobre liberdade.

O porquinho da índia que está aqui, resgatado, futuramente ganhará um lar no sítio da família de uma amiga nossa. E se tivéssemos pássaros em casa, daríamos o gosto da liberdade para ele/a.

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Estou triste com o que está ocorrendo com o mundo, mas algo me diz que é uma mudança boa pra gente que faz mudanças… E estas ações de libertar vidas é um alimento à nossa própria liberdade, que anda tão limitada nestes dias atuais.

Vi a planta abraçar a árvore que a sustentou e senti uma saudade gigante das minhas amigas e amigos, de minha família, e torço para que a Luz de Deus elimine do mundo todo o caos e assim a gente possa se enxergar melhor, com mais amor. Temos tempo de transformar e melhorar-nos!

É hora de libertarmos as vidas que nasceram pra liberdade e assim a Luz vai nos libertar aos poucos.

Nada é por acaso.

 

Diego Rbor.

Muito O Que Fazer

Não sei o que dizer, nem escrever. Mas sinto muito…. Leio muito…. E me confronto a todo instante.
Não quero acreditar nas mídias, nem no governo atual brasileiro, que desacredita das mídias. Eu quero acreditar no meu coração mais do que na razão, mas às vezes o meu coração não foi tão solidário como poderia ter sido, aí entra a razão e toma conta.

Tô aprendendo tanto com esse caro corona!

Não imaginava que ele cresceria aqui no Brasil desta maneira, e olha que sou um imaginador competente.

As reflexões amassam o meu coração como um papel que a gente desiste. As notícias da tv amassam o meu eu como quando a gente amassa um papel higiênico… Me sinto um merda quando vejo as notícias!

Eu me achava tão introspectivo, de repente me apavoro por saber que desconhecides estão morrendo. Choro litros. E quando vejo da janela pessoas indo trabalhar em meio ao surto, meu coração falta sair pela boca. Lugares importantes, públicos, como as escolas e bibliotecas fechadas, embaçam a minha visão.

No instagram vi pessoas se divertindo como se estivessem em férias; em meu prédio de cohab vejo as crianças brincando no pátio como sempre fizeram, e seus pais trancafiades em casa, berrando das janelas… Não sei no que acredito, e passa uma vontade de correr pra longe, mas a vontade passa quando percebo que o longe pode ser ainda mais perigoso. Pus muitas plantas da casa na beira da janela e lá reflito minutos, troco com vizinhes informações que me entristecem. Dona Ruth, vizinha de frente, me anima ao pedir a Deus que essa fase estranha passe, para que melhoremos.

O que me resta é voltar para dentro de mim, me acalmar, olhar a casa simples e o meu amor que estuda tranquilamente enquanto o nosso cãozinho dorme numa paz invejável. Neles eu encontro a paz que me segura e transforma aos poucos para ser melhor.

Penso no mundo quando penso em mim. Mas estou me conectando cada vez menos com as redes sociais e tv, embora saiba que é graças a elas que estamos cientes do surto…

Preta Gil é uma lição à parte, gosto de ver o que ela expõe e luta, ela dá força de graça através das palavras. Se algum dia a critiquei, tô engolindo tudo agora, admirando-a de longe.

E tô engolindo mais água, mais meditação, mais alimentos saudáveis, estudos que estavam enrolados e muito ar de aprendizado.

Não sei nem o que dizer, mas sinto muito e vou me cuidar, me resguardar, para cuidar de quem me ama, do presente de ser vivo.

 

P.s.1: Minha mãezinha chegou agora em casa depois de dois meses longe cuidando de sua irmã gêmea que teve um avc. Meu coração alivia pois agora terei uma grande tarefa: cuidar bem desta guerreira que me criou. Que seja Luz.

P.s.2: Editando, aos poucos, um segundo livro de poesias.

diego rbor.

Conexão

Que horas são?

Já?

Me perdi no horário, sei onde estou
Estou em casa, vivendo e recriando a rotina do dentro
Saio pra acompanhar meu dono, o Billy, fazer as suas necessidades e aproveito para observar um pouco do fora, que faz parte do nosso dentro

Há dias não vejo a amável senhora que transitava com seu netinho e o cãozinho beagle dele
A biblioteca está fechada…

Abertos estão apenas os comércios, repletos de filas
As janelas também estão abertas
O céu, o trajeto dos aviões. (moro onde eles fazem a curva)

Estou sem pressa mas empurro o tempo no desejo de que esta fase mundial passe, se possível logo

Enquanto isso leio Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, danço mais, medito, malho e realizo estar em paz pra receber as respostas; me preparar e viver o melhor que a vida está reservando pra gente… Estamos eu e o meu amor em casa
Hoje o almoço ele quem fez

Todos esses dias eu rezo por nós.. todas/os nós!

Vamos nos unir de coração e em pensamento, esquecer o que não nos faz bem
Vamo focar em fazer e ver as coisas boas, curar…

É possível

Com a conexão do amor.