Muito O Que Fazer

Não sei o que dizer, nem escrever. Mas sinto muito…. Leio muito…. E me confronto a todo instante.
Não quero acreditar nas mídias, nem no governo atual brasileiro, que desacredita das mídias. Eu quero acreditar no meu coração mais do que na razão, mas às vezes o meu coração não foi tão solidário como poderia ter sido, aí entra a razão e toma conta.

Tô aprendendo tanto com esse caro corona!

Não imaginava que ele cresceria aqui no Brasil desta maneira, e olha que sou um imaginador competente.

As reflexões amassam o meu coração como um papel que a gente desiste. As notícias da tv amassam o meu eu como quando a gente amassa um papel higiênico… Me sinto um merda quando vejo as notícias!

Eu me achava tão introspectivo, de repente me apavoro por saber que desconhecides estão morrendo. Choro litros. E quando vejo da janela pessoas indo trabalhar em meio ao surto, meu coração falta sair pela boca. Lugares importantes, públicos, como as escolas e bibliotecas fechadas, embaçam a minha visão.

No instagram vi pessoas se divertindo como se estivessem em férias; em meu prédio de cohab vejo as crianças brincando no pátio como sempre fizeram, e seus pais trancafiades em casa, berrando das janelas… Não sei no que acredito, e passa uma vontade de correr pra longe, mas a vontade passa quando percebo que o longe pode ser ainda mais perigoso. Pus muitas plantas da casa na beira da janela e lá reflito minutos, troco com vizinhes informações que me entristecem. Dona Ruth, vizinha de frente, me anima ao pedir a Deus que essa fase estranha passe, para que melhoremos.

O que me resta é voltar para dentro de mim, me acalmar, olhar a casa simples e o meu amor que estuda tranquilamente enquanto o nosso cãozinho dorme numa paz invejável. Neles eu encontro a paz que me segura e transforma aos poucos para ser melhor.

Penso no mundo quando penso em mim. Mas estou me conectando cada vez menos com as redes sociais e tv, embora saiba que é graças a elas que estamos cientes do surto…

Preta Gil é uma lição à parte, gosto de ver o que ela expõe e luta, ela dá força de graça através das palavras. Se algum dia a critiquei, tô engolindo tudo agora, admirando-a de longe.

E tô engolindo mais água, mais meditação, mais alimentos saudáveis, estudos que estavam enrolados e muito ar de aprendizado.

Não sei nem o que dizer, mas sinto muito e vou me cuidar, me resguardar, para cuidar de quem me ama, do presente de ser vivo.

 

P.s.1: Minha mãezinha chegou agora em casa depois de dois meses longe cuidando de sua irmã gêmea que teve um avc. Meu coração alivia pois agora terei uma grande tarefa: cuidar bem desta guerreira que me criou. Que seja Luz.

P.s.2: Editando, aos poucos, um segundo livro de poesias.

diego rbor.

2 comentários em “Muito O Que Fazer

  1. Caro Diego, como poucos sua prosa é poesia. Expressa como poucos seus sentimentos. “As reflexões amassam o meu coração como um papel que a gente desiste. As notícias da tv amassam o meu eu como quando a gente amassa um papel higiênico…” é um exemplo, com ou sem papel higiênico isso para mim é poesia em prosa. Parabéns, forte abraço daqueles dos tempos em que podíamos nos abraçar. – https://joserosafilho.wordpress.com/2020/03/29/dentro-de-um-abrao-jota-quest/

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