Enrustidos Não Passarão

Há uns dias atrás, passando pela rua com meu namorado, trombei dois distantes colegas meus aqui do bairro, um deles eu não via a muito. Cumprimentei-os com um salve ligeiro, eu e meu amor. Apenas um deles nos saudou, até aí tudo bem, ninguém é obrigadx a responder uma saudação. Mas após alguns passos adiante, ouvi o outro (o que eu não via a muito), dizer em alto e bom tom: “…Eu não! Jamais eu falo com viado!“.

Demorou mais alguns passos para cair a ficha do que escutamos. Parei.

Confesso que fiquei surpreso e ligeiramente chateado, mas veio a fúria junto; Eu olhei pro meu namorado e juntos demos meia volta na direção dos dois machões, que ficaram calados enquanto eu e meu bem retornávamos, comecei a esbravejar em alto e bom tom:
“Onde já se viu neste atraso de Brasil, uma raça forte que sofre tanto preconceito atacar gratuitamente outra raça forte que também sofre?! O que a gente ganha de bom com a burrice da covardia?”

Imaginei uma discussão. Mas o alerta reflexivo conjuminou com o silêncio em seus olhares perdidos.

Então continuamos a caminhar, eu e meu amor, mas desta vez abraçados, de mãos dadas e sem pressa, pra ver se ouvíramos alguma segunda provocação, não houve. Creio que eles entenderam um pouquinho mais sobre a vida cruel neste barco em que estamos, TODES NÓS!

 

Moral da história: As grandes revoluções começam com as pequenas atitudes: amor, consciência e coragem.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s