animal

certos corpos me prendem o olhar dos pés à cabeça boca bunda voz olhos de acanhar. aguça-me ganha e arreganha-me adivinhando sagaz capaz de me render prender suar molhar cueca óculos pêlos pintas. vestido desejo nos despir. amor impetuoso ensejo atenção. como dizer não. qual cheiro terá o corpo desse ar doce tal qual pensa meu imaginar. e esse formato seu tão meu que também almeja me tocar… que o arrepio viva poço de sentidos compaixão sudorese sangue saliva olfato apurando tesão pura compaixão. pelos poros através do límbico cada gota de líquido que rola dos olhos nariz e na minha rosada rola a gozar em temperança dentro tuas entranhas de quatro me observando. lábios a morder ao lembrar você me foder. meu fogo arde chama incendeia e não te queima; duas espadas numa luta sexual animal racional.

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