TrabalhaDor

Madruga massacrado pela culpa que lhe fizeram crer ser sua;
Vai pra labuta, convicto de matar mais um leão;
Só que não;
Outro ludibriado pelo poder da rica-menor-pior parte da nação;
Fazendo além de sua obrigação e pra cada um sim, dez não;
Atrasar? Faltar? Jamais!
Exceto caso o atestado esteja na mão;
Se tiver chefe burguês, prepare as luvas, freguês, para puxar o saco mês a mês;
Cumpre seu expediente descontente com o cabresto que o faz conivente; Deu 18H, encerrou o seu batente, corre pra alguma UNI ver se vira GENTE!
Passam anos e lá está o trabalha dor;
Que o dissídio salvou, o salário engatinhou, ele durou;
Com o tempo só o chefe foi quem mudou;
E a esperança?
AH…
é a ultima que foge quando neguinho se fode!
A lei brasileira nunca muda pra nóis que é pobre;
TODO santo dia trabalha(dor) morre assassinado;
TODO santo dia governos mata assalariados que saem de seus barracos no quente e no gelado em busca de uns trocados pra por mistura nos prato;
Sem sobremesa, porque um sonho esta mais raro que água limpa na represa, quem dirá na torneira…
Bebeu água suja, virose no seu reto
Se for pro hospital público a morte é o certo
Mas tudo o trabalha(dor) aguenta
Pois logo a dor se APOSENTA †.
.

diego rbor 

Um comentário em “TrabalhaDor

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