O boAto

O boato começa assim, como quem não quer nada: eu vi, me disseram, tão falando… um comentário, uma tirada e tão rápido torna-se o circuito vicioso boato.
Passado algum tempo denigre a imagem vitimada, atrapalha uma ou outra conexão.
O boato é abusivo, sem doutrina e sem vergonha!
Impertinente, injusto e imoral é o boato que sai de uma boca tão suja quanto o cérebro fútil de um inútil fofoqueiro!
Desumano é o ser adepto à boatos, escancara insolentemente um provável ocorrido antes mesmo dele acontecer.
O boato é insano; usurpado por uma ‘mera’ brincadeirinha torna-se estranho; ao acessar um infeliz, o boato faz a infelicidade prevalecer!
É preciso ser forte para cair num boato e resistente para sair ileso dele.
Eu abomino o boato e sua repercussão! São ratos humanos roendo os fatos.
Eu posso deixar escapar devaneios pensados, estar pronto à cometer loucuras, são todas sãs! Agora, a realidade do meu mundo, responsável por achismo nenhum irá saber, no máximo vai achar que sabe e promover um boato;
Com quem eu parto ou deixo de sair, onde eu colo ou deixo de ir, quem eu dispo ou deixo me despir;
A minha vida é incomum porque eu não sou qualquer um e nem mais um!
Penso: fofocam de mim o que gostariam ter vivido comigo mas não tiveram chances!

Boato é chance.

Eu não!

o boato

 

diego rbor A ARTE LIBERTA! ® 2015 Todos os direitos reservados ©

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