Poesia de Lage

Eu não vislumbro o mal
Muito menos adestro medos
Eu elimino sobre mim qualquer atraso
Alimento de fogo e aveia
Ferro, mel, veia
Certeza, acaso

Não penso no fracasso
Observo o mundo…
Seus passos, muitas vezes
Desajustados rumo uma direção
Véu e visível

Fim contado.

Pico do Jaraguá por Diego Rbor
Vista para o Pico do Jaraguá, SP, Brasil

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Diego Rbor ®

Livro Sem Fim

Um dia, passando as férias escolares na casa de meus avós maternos, no Jardim Peri, acabei me desentendendo com uma prima de terceiro grau que eu mal conhecia (coisa de crianças pré aborrecentes) e de noite recebi o seu telefonema, furiosa, do outro lado da linha me contou um segredo de família que eu não sabia, ela disse: “BIXA, VOCÊ É ADOTADO!”. Continue lendo “Livro Sem Fim”

Sevirologia: A arte de se virar

José Soró é um dos arquitetos da nossa boa cultura periférica

Nascido nos anos 60
Brasileiro, cresceu nos braços do povo e pelo povo lutou
Por nós, povo
Pelo imenso valor de nossa simples cultura

Guerreou pelos direitos humanos e
Venceu usando o caráter e a coragem como armas principais
Um artista em prol da sabedoria de um povo Continue lendo “Sevirologia: A arte de se virar”

Somos Muitxs

Quando comecei a escrever, com doze anos de vida, eu não sabia que aqueles textos eram poesias marginais. Um dia, furiosa e sem valorizar arte na vida, minha mãe me puxou no médico afirmando que eu estava doente por não querer sair do quarto, escrevendo. O armário começou a fechar aí. Nas excursões escolares eu raramente podia ir, pois não tinha grana pra pagar, mas em parques de diversão meus amiguinhos faziam rateio e quando dava eu ia. Um dia, numa excursão que a escola fez à Pinacoteca de São Paulo, fiquei de fora. E sem internet eu ficava imaginando como seria a Pinacoteca. Mente pe ri fé ri ca é osso, mas depois que se abre, não volta a seu tamanho original.

Dois mil e dezenove está sendo um ano testador de resistências artísticas e culturais:  O país empobreceu, em quase todos os sentidos. Mas na arte a lama vale ouro! Continue lendo “Somos Muitxs”

Bullyng

No início dos anos 90 passava uma novela chamada VAMP. Eu tinha 5 anos. Naquela época essa novela mexeu tanto com o meu imaginário que eu queria ser um vampiro. Na verdade uma vampira. É que a personagem principal da novela se chamava Natasha. Uma vampira linda, de cachos compridos e cheios. Eu, aos 5 anos, achava aquela vampira TUDO!

Eu saia pelas ruas mostrando meus dentes imaginários de Natasha, Continue lendo “Bullyng”

Segunda-Feira

Ela detona aos poucos os seus ingratos:

De vagão em vagão cheio, vida que segue vazia
Todo santo dia, tudo é breve
~($) Menos a labuta ($)~

Cada sorriso brasileiro não condiz com todo sofrimento, Continue lendo “Segunda-Feira”